
Sobre
Esta página não é um currículo, mas um percurso: os atravessamentos que sustentam a escuta que ofereço hoje.
Quem sou
Sou Luana Aguiar, psicóloga (CRP 04/71321), psicopedagoga, graduada pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Atuo na clínica desde 2022, sustentanto meu trabalho a partir da ética da psicanálise e esquizoanálise, compreendendo o sofrimento psíquico como algo que se produz nas relações, nos contextos e nas formas de vida.

Saúde mental e políticas públicas
Minha formação e atuação profissional foram construídas em diálogo direto com a psicologia social e as políticas públicas de saúde mental. Durante e após a graduação, atuei em dispositivos de Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) , como CAPS AD, Unidade de Acolhimento Infantojuvenil (UAI), entre outros.
Sou pós-graduada em Saúde Mental, Atenção Psicossocial e Psicopatologia, campos que sustentam uma clínica comprometida com o cuidado em liberdade, com o território e com a complexidade da vida cotidiana. Valorizo o SUS como espaço de produção de cuidado e na importância de uma clínica implicada eticamente com o mundo em que se inscreve.
Psicopedagogia e Educação
Minha atuação também se estende ao campo da educação, com experiência em psicologia escolar, psicologia do desenvolvimento, e psicopedagogia clínica. Realizo atendimentos a crianças e instituições escolares, com foco no acompanhamento de processos de aprendizagem.
Clínica, coletivos e atravessamentos sociais
Minha prática clínica é atravessada por um posicionamento ético e político claro. Sustento uma psicologia antimanicomial, comprometida com o cuidado em liberdade e com a recusa de práticas que silenciam, segregam ou controlam o sofrimento.
Ao longo da minha trajetória, participei de coletivos de redução de danos, coletivos anticárcere e espaços de reflexão voltados às mulheres e às populações historicamente marginalizadas. Essas experiências não estão à margem da clínica — elas a constituem.
Defendo uma psicologia antirracista, antifascista, antipunitivista, antiproibicionista e radicalmente contrária a qualquer forma de LGBTQIAPN+fobia. Isso implica reconhecer que o sofrimento psíquico é também produzido por violências estruturais e desigualdades sociais.
Essa compreensão orienta minha escuta e meu modo de estar na clínica: uma prática implicada, atenta às marcas sociais e às condições concretas de existência, que recusa a neutralidade e aposta no cuidado como gesto ético e político.
